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SE REDUZIU O VALOR DO DIESEL, POR QUE NÃO BAIXAR A TARIFA DOS ÔNIBUS?

Por: Ergon Cugler - 05/06/2018

Após a ingerência de Temer durante a greve: um caminhão de consequências ao povo e o desmonte de políticas pública.

Após a total falta de habilidade de Temer durante a gestão da greve, negociando principalmente com grupos que não representavam o movimento em totalidade, a rasa saída que o Governo Federal apresentou é reduzir o valor do Diesel até dezembro em apenas R$0,46 o litro, cortando principalmente de saúde (135 milhões a menos para o SUS) e educação (55,1 milhões a menos para o desenvolvimento de Instituições de Ensino Superior), para além de outros setores estratégicos.

A conta que, agregando os demais setores, totaliza 13,5 bilhões a menos para tais programas, ainda assim não é garantia da redução da tarifa do Diesel na totalidade até dezembro segundo Temer e, em outras palavras, os cortes que já são absurdos devem ser em vão no que se refere aliviar o bolso dos trabalhadores que tanto pagam as dívidas de um governo que desmonta cada vez mais as políticas públicas.

O fato é que, mesmo com a incapacidade de Temer em assegurar a redução e sem uma alteração real na política de preços da Petrobrás, esta conta chegará aos municípios e a pergunta que fica: Quem se beneficiará com a possível redução do preço do Diesel?

Ao início da greve, os estudantes do estado de São Paulo ainda foram ameaçados de restrição do uso passe livre por parte da EMTU (empresa que administra o transporte público das regiões metropolitanas) em aviso no próprio site.

O passe livre metropolitano é conquista de 2015 dos estudantes paulistas que a UEE-SP ajudou a organizar e protagonizar a luta e este vai para além de uma possibilidade de acessar a universidade em seus horários fixos, mas ao sentido de garantir a formulação de pesquisa, projetos de extensão e ainda a ocupação dos espaços públicos da própria cidade e região.

A lei da transparência deveria nos assegurar a abertura das planilhas de contas das empresas municipais, pois é fundamental que a redução do Diesel não favoreça apenas o lucro de tais prestadoras, mas desafogue o bolso da população que sofre os reflexos da crise econômica e da nova legislação trabalhista.

É momento de organizar a rede do movimento estudantil para pressionar a redução do valor das tarifas nos municípios, pois se a greve trouxe algum resultado, que este sirva à população e não apenas às empresas e transportadoras.

 

Nenhum direito a menos e nenhum caminhão de consequências a mais!




   
Tags: greve dos caminhoneiros, Movimento Estudantil
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