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UEE-SP lança campanha pelos espaços e autonomia estudantil

Por: da Redação - 17/04/2018

Durante o Seminário da Educação, nos dias 3 e 4 de abril, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, o CUCA-SP e a UEE-SP lançaram a campanha em defesa dos espaços e da autonomia estudantil, que em seus principais pontos, defende a atuação do movimento estudantil dentro das instituições.

A campanha surge em um momento de ataques à democracia e abrange entidades das universidades privadas e públicas. Também foi ressaltado o poder de transformação da sociedade e efervescência cultural que surge dentro do movimento estudantil e da sua atuação.

Confira o manifesto e leve adiante essa mobilização:

MANIFESTO: CAMPANHA ESTADUAL EM DEFESA DOS ESPAÇOS  E DA AUTONOMIA ESTUDANTIL

Nossos espaços de convivência, de construção, de mobilização e vivência representam ao movimento estudantil a própria base de sua força. Espaços livres da repressão, onde nosso direito de reunião, direito de autonomia da categoria e a possibilidade de autogestão nos empoderam contra a burocracia míope, que nunca se dá o trabalho de entender a realidade do estudante. Espaço onde nos formamos, vivemos, debatemos e construímos também nossa experiência acadêmica, extensionista, política e cultural. Os que atacam estes espaços são muitos: na Universidade Pública temos Reitores, Diretores, Professores poderosos que agem como se estivessem administrando uma empresa que busca cortar gastos, tomar nossos espaços e lucrar em cima deles, usando ferramentas repressoras, jurídicas e econômicas. Na Universidade Privada, onde esta comparação é concreta, também há um clima de ditadura e cerceamento de opiniões e manifestações, e a precarização e perseguição política em nome do lucro são a norma do dia.

            O tema dos espaços estudantis possui um caráter jurídico-político, aspecto este muito recorrente no nosso dia a dia de militância. Nas Universidades Públicas a grande maioria dos Centros Acadêmicos da Universidade possui um espaço de gestão próprio reconhecido por muitos estatutos e planos diretores das unidades, e utilizam-se destes espaços há mais de 30 anos para locação a serviços essenciais para a vida acadêmica, como lanchonetes, papelarias, gráficas, a preços acessíveis aos estudantes e sustentáveis aos trabalhadores. O recurso proveniente deste aluguel é, para muitas entidades estudantis, a única garantia de seu funcionamento saudável, sua autonomia financeira. É importante também garantia do nosso livre acesso a esses espaços, em períodos noturnos e finais de semana, para nossos Centros Acadêmicos, Atléticas, Grupos de Extensão, Coletivos e todo e qualquer estudante.

             A regulamentação das festas é outro fator importante, pois além de estar ligada a possibilidade de nossas entidades de base terem suas próprias finanças se relaciona diretamente com a produção cultural que existe dentro da universidade. A universidade é um espaço de produção de conhecimento, ciência e tecnológica, mas também de efervescência e produção artística e cultural. O CPC da UNE, na década de 60, e os festivais universitários são exemplos disso. Mas, além disso, diversos grupos, coletivos e artistas surgiram de dentro dos campus universitários, como o Teatro Oficina Uzyna Uzona e artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil e toda a geração de tropicalistas. Festas, saraus, batalhas de slam, rima ou rap são atividades que promovem a integração estudantil e dão vida e cor aos muros cinzas de nossas universidades.

            Não nos enganemos, este ataque aos espaços que se alastra nas Universidades Públicas, é cirúrgico nas universidades Privadas, onde as entidades estudantis enfrentam a repressão burocrática de maneira intrínseca em todos os aspectos de sua graduação. O cerceamento de opiniões adversas ao poder econômico dos Tubarões da Educação se reflete também no controle dos espaços, oferecidos aos estudantes sob condicionantes que visam limitar e abafar seu poder de mobilização e resistência. Demandam pedidos de acesso, ofícios, autorização prévia para qualquer movimentação, postura essa que já se alastra na Universidade Pública sendo privatizada e sucateada a cada dia mais.

 Em São Carlos por exemplo presenciamos um ataque aos eventos estudantis através de uma liminar expedida pelo judiciário municipal que proíbe qualquer aglomeração estudantil dentro do campus, o que inviabiliza as festas e demais eventos de interesse do movimento estudantil, além disso, as festas estudantis realizadas nas repúblicas sofrem perseguição pela polícia e município. Esses ataques se ampliam para além das estruturas da universidade, pro exemplo na Baixada Santista onde a polícia reprime aglomerações no bares do entorno das faculdade e inclusive na orla da praia, como forma de encarceramento da juventude. E estas ações multiplicam-se por todo o estado.

Os Estudantes tem se levantado contra todas as formas de opressão da burocracia, que banca sua superioridade amparada na lei, até se ver completamente desmoralizada e esvaziada de argumento, quando descarta no mesmo instante em que lhe é conveniente a força do argumento jurídico, quando este é cuidadosamente construído e vencido pelo Movimento Estudantil. Ao falar dos espaços é necessário lembrar também do incêndio e destruição da sede da UNE, pela ditadura militar na década de 60, que acabou também com seu Centro Popular de Cultura. Do lado de lá avançam contra nossos direitos, pois sabem da força do movimento estudantil para barrar os retrocessos. Por isso a UEE SP e o CUCA SP lançam uma campanha estadual em defesa dos espaços, da integração estudantil, pela regulamentação das festas e pelo respeito e garantia de nossa autonomia.

 

 

Não nos calaremos, e lutaremos pelo que é nosso. Porque são Nossos, porque são de Todos e Todas, EM DEFESA DOS ESPAÇOS ESTUDANTIS!



   
Tags: Movimento Estudantil
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