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Seminário de Educação ressalta resistência para o desenvolvimento nacional

Por: Da Redação - 10/04/2018

Estudantes de todo o estado de São Paulo se reuniram nesse último final de semana, 07 e 08 de abril, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, para participar do Seminário de Educação da UEE-SP.

Com uma programação intensa de debates, mas realizado, inesperadamente, em um dia histórico de resistência, após o mandato de prisão ao ex-presidente Lula - expedido pelo juiz Sergio Moro, na quinta-feira, 05.04, e toda mobilização popular, do movimento estudantil e social contrários à prisão arbitrária. 

Assim, o Seminário que tinha como tema " Universidade Não se vende, se defende", tornou-se um evento emblemático e histórico de posicionamento dos estudantes em defesa da democracia e da educação.
 
Nayara Souza, presidenta da UEE-SP, iniciou a programação do Seminário, apresentando a iniciativa da entidade em organizar os dois dias de debates, trazendo estudantes de todo o estado de São Paulo. "Os ataques à educação são intensificados atualmente. Recentemente, uma tal reforma de projeto pedagógico dos tubarões do ensino demitiu milhares professores das universidades privadas e se elevam as propostas de cobranças de mensalidade nas instituições públicas. Sair dessa situação é ainda mais difícil quando estamos em torno dessa conjuntura, que um golpe trouxe um plano de governo, que não se dedica ao desenvolvimento".

Em seguida, deu-se início ao debate sobre financiamento da educação, com a presença de Renato Meirelles, diretor do Instituto Locomotiva, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel e Virgínia Barros, ex-presidenta da UNE.

Meirelles lembrou dos avanços no acesso ao ensino superior nos últimos anos e os impactos no salário e no mercado de trabalho, a partir do investimento em programas de acesso. " Atualmente, temos 75% dos estudantes brasileira sendo a primeira geração com formação universitária das suas famílias. Esse acesso gera uma transformação social imensa".

O reitor da Unicamp falou sobre seu um ano à frente da universidade e as dificuldades no orçamento com o projeto no estado. "São Paulo tem um modelo de financiamento de universidade único  no mundo inteiro, uma vez que é a população que paga pelo orçamento destinado às instituições . Ou seja, toda população paga por elas por meio de ICMS, que é o imposto por circulação, compras e serviço. Em um momento de crise, claro que vamos consumir menos e assim a verba destinada cai. Eis aí o grande problema desse sistema".

Knobel acrescentou que além de um novo modelo de financiamento, com maior papel do estado nos hospitais universitários e programas de assistência estudantil, por exemplo, e deve-se pensar a universidade mais adequada às especificidades regionais e mais flexível.

Virgínia Barros, ex-presidenta da UNE, que em sua gestão foi aprovado o Plano Estadual de Educação, com 20 metas para os próximos 20 anos, explicou qual o principal entrave para a efetivação do PNE. 

" Com a PL 95, aquela do congelamento de gastos, o investimentos de educação e saúde não serão reajustados nos próximos 20 anos, o que conflita diretamente com as metas de educação pública. A abertura da exploração da camada do pré-sal para empresas estrangeiras o tornou ainda mais distante."

Confira contribuições das mesas de domingo (08.04)

Mercantilização da Educação
Nessa mesa, em que estudantes de universidades privadas levaram seus questionamentos e contestações sobre o ensino e detalhes sobre a vida estudantil nessas instituições,  Madalena Guasco, coordenadora da Faculdade de Educação da PUC - SP, apresentou do projeto educacional que se firma com o avanço neoliberal no governo e a urgência em barrá-lo
" Avança a educação à distância,também no ensino médio, a privatização do ensino. Cursos com o valor de R$ 8 mil reais, com professores de mestrado e doutorado e para o ensino superior gratuito, docentes com notório saber, mesclando aulas à distância", avalia Madalena.

Victor Grampa, presidente da Comissão de Direito Educacional da OAB/SP, mostrou detalhes das fatias do mercado entre os chamados "tubarões do ensino" e a problemática em torno da falta de regulamentação. " Na aquisição das universidade, ou seja na compra de mais instituições pelos grupos, já há carência de fiscalização.".


Ensino, pesquisa e extensão

Participaram do debate, Tamara Naiz, presidenta da ANPG ( Associação Nacional dos Pós Graduandos, Roseli de Deus Lopes, diretora da SBPC ( Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência)  e Luis Claudio, diretor do Campus São Paulo do Instituto Federal. A mesa debateu os impasses da regulamentação do profissional tecnólogo, os cortes na Ciência e Tecnologia e carência - e necessidade - da pesquisa na graduação.


Reformas e Mercado de Trabalho

Na tarde de domingo (08.04), o deputado federal Orlando Silva ( PC do B) e Rodrigo Brandão, diretor do Instituto Teotônio Vilela, debateram os caminhos para o desenvolvimento nacional e o mercado de trabalho. 
Brandão trouxe dados sobre o desemprego na juventude, que chega a 30% no Brasil e as propostas para elevar a taxa de empregabilidade nessa faixa etária. "Incentivar as empresas a contratar pessoas mais jovens e repensar a formação a partir das novas modalidades de emprego que surgem".

O deputado Orlando Silva, ressaltou que pensar do desenvolvimento nacional, redução de desemprego, passa também por uma luta política em reverter as "reformas" recentes e os investimentos em pesquisa nas universidades. 
" O PL de congelamento de gastos públicos inviabiliza crescimento do país, a inovação. E esse baixo investimento é criticado no mundo inteiro. Não dá para falar em indústria 4.0, com essas medidas, como a emenda 95".
 
Imagens: Karla Boughoff


   
Tags: Seminário de Educação
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