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Mulheres na luta e nas ruas

Por: Administrador - 09/03/2018

Milhares de mulheres marcharam pela Avenida Paulista ontem (08.03) na capital. A manifestação que já acontece tradicionalmente anualmente no Dia Internacional da Mulheres contou com estudantes, trabalhadoras, aposentadas e de todas as idades levando às ruas toda a urgência em transformar a sociedade, pôr fim ao machismo, ao feminicídio e por igualdade salarial, no mercado de trabalho  representatividade em todos os espaços.

A UEE-SP esteve presente levando a sua pauta: " Mulheres em defesa da educação, do trabalho e da soberania", uma vez que a crise econômica e as reformas impostas pelo governo de Michel Temer. 
Marcela Carbonne, diretora de mulheres da UEE-SP, lembrou o quanto é machista a Reforma da Previdência, por exemplo. " Querem igualar a aposentadoria do homem e da mulher, sendo que nós temos dupla ou tripla jornada de trabalho diariamente, no emprego e em casa".

Nayara Souza, presidenta da UEE-SP, avalia que  as lutas de hoje são muito diferentes das pioneiras sobre o tema. "Antes lutávamos para poder votar, entrar na universidade e poder trabalhar. Hoje, votamos, estudamos e trabalhamos. Mesmo nesta fase, as condições não alcançam a independência e equidade que queremos.  No Brasil, torna-se um desafio ainda maior alcançar uma sociedade emancipada - visto o golpe em curso, que continua retirando nossos direitos e fortalecendo as amarras patriarcais."

O Coletivo Feminista Leolinda Daltro, do curso de Direito do Mackenzie, fundado há cerca de um ano, marcou presença no ato com diversas integrantes. Isabella Bezulle, estudante do 5º semestre do curso, observa que o coletivo cada vez mais atrai mais mulheres. " Fundamos o coletivo para unir as mulheres contra as diversas opressões e assédios que acontecem dentro da universidade e ninguem faz nada. Estamos cada vez mais fortalecidas".

O ato saiu da Praça Oswaldo Cruz e terminou na Avenida Paulista, no escritório da presidência na Avenida Paulista. Quando o ato passou pela FIESP, palavras de ordem contra as reformas e o neoliberalismo foram entoadas pelas mulheres. O retrocesso nos direitos trabalhistas, apoiado pela Federação, torna as condições de trabalho precárias para a mulher. 
ELAS TAMBÉM QUEREM SE VER NOS LIVROS

As estudantes da Faculdade de Arquitetura Escola da Cidade do Coletivo Carmen Portinho também estavam em um grupo grande na marcha. Maria Clara Calixto está no segundo ano e explica que o nome do coletivo é em homenagem a uma engenheira arquiteta que tem o nome praticamente “escondido” entre seus inúmeros projetos. Para ela essa acolhida feminista na faculdade faz toda a diferença. “Temos muitos casos de machismo e homofobia na sala de aula”, destaca.

Luisa Carrasco, do primeiro ano conta que a realidade delas destoam dos ídolos que aprendem nos livros. “Na Escola da Cidade a maioria dos estudantes são mulheres, mas ainda assim a maioria dos arquitetos que a gente aprende sobre, os gênios são os homens e aí a gente olha em volta e vê só alguns meninos estudando”.

O prêmio Pritzker, considerado o Nobel de arquitetura só teve duas mulheres premiadas na história”, completou uma colega.

Fernanda Isac, também é caloura e faz parte do coletivo de Relações Internacionais da PUC-SP. “O coletivo Magu é uma homenagem a uma estudante de filosofia da universidade perseguida e morta durante a ditadura”, explicou.

Ela afirma que a entrada na universidade potencializou o seu feminismo, devido aos grupos e receptividade que lá encontrou.

“ Eu me senti acolhida em relação a assédio e todas as situações difíceis que as mulheres passam em um ambiente universitário, e também saber que eu tinha a quem recorrer caso algo ruim acontecesse”.

COM INFORMAÇÕES DA UNE




   
Tags: 8 de Março
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