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Resistir contra as reformas nas universidades privadas

Por: Barbara Quenca - 20/12/2017

Estamos assistindo um processo de sucateamento e de destruição nas universidades privadas administradas pelo grandes grupos educacionais, os chamados "tubarões do ensino".

Sempre questionamos a lógica mercadológica que rege essas instituições porém, desde o início do ano estamos vivendo o anúncio de um "apagão" da educação oferecida por essas universidades.

A Estácio de Sá anunciou a demissão de 1200 professores,  a Metodista  demitiu 50 - sob a sombra de perseguição política para o desligamento desses docentes. A Rede Laureate demitiu mais de 200 no meio do ano e dezenas na última semana na Fmu. E agora o clima é de apreensão na Anhembi Morumbi:
já foi anunciada aos docentes, como na FMU, a redução da carga horária de aulas e mais disciplinas à distância. As disciplinas em sala de aula, dos cursos presenciais, tem agora apenas 3 horas por semana.

Por outro lado, as mensalidades seguem sendo reajustadas abusivamente, sem explicação por parte da direção e sem a divulgação da planilha de custos. Ou seja, os estudantes pagam valores exorbitantes para estudar, e não têm a estrutura básica para a sua formação. Os prédios estão aos pedaços, os materiais são insuficientes, faltam laboratórios e os funcionários quase nunca estão preparados para auxiliar os estudantes nos empecilhos cotidianos.

Na FMU os absurdos são imensos! Até natação e anatomia são a distância no curso de educação física

Os anúncios das reformas são realizados perto ou nas férias, com uma clara tentativa de desmobilizar a reação dos estudantes, e reforçando a política de silêncio e hierarquia impostos.

Para nós, estudantes, impactados diretamente por essas mudanças, devemos intensificar nossa luta contra as reformas. Vivemos um retrocesso imenso no último ano, principalmente com a aprovação da reforma trabalhista que sucateira a profissão do professor, a aprovação de uma regulamentação do ensino privado ainda caminha a passos lentos pelo nosso governo, portanto nossa resistência é ordem para o próximo ano. Nossa educação não pode ser tratada como algo a se obter lucro.

Estudantes dos mais diversos cursos das universidades privadas estão se levantando, num momento inédito na história do nosso país, para deixar claro de onde nasce a resistência aos retrocessos. A resistência nasce da juventude e nasce dos estudantes. Por isso, não podemos deixar que se apague a esperança de um futuro onde as coisas sejam mais justas ,que o governo e as universidades busquem soberania nacional, por meio da educação, e trabalhem juntos para o desenvolvimento nacional.
Resistiremos!


   
Tags: Mercantilização da Educação, Movimento Estudantil
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