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A visão de um estudante sobre o debate entre UEE-SP e MBL

Por: Victor Boucinha - 21/09/2017

Na segunda-feira, dia 18.09, participei do debate "Reforma Política e o papel do estado", que estavam na mesa representantes da UEE-SP, a presidenta Nayara Souza, e da UJS, Carina Vitral (ex-UNE), atual presidenta da UJS, e dois integrantes do MBL, Arthur do Val, que vai às manifestações populares para provocar e ter gravado qualquer agressão e Kim Kataguari, que ganhou fama durante as manifestações em defesa do impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff no ano passado.
O debate elevou questões sobre o financiamento da educação pública, pelas mulheres na mesa, e a cobrança de mensalidade nas universidades públicas,essa última defendida pelo integrantes do MBL.
Para mim, está claro que para nós estudantes, que vivemos um cotidiano conturbado, em que se anunciam cortes e mais cortes e sentimos todo o tempo o peso da má qualidades das universidades privadas - fruto do modus operandi dos "tubarões de ensino", é necessário escolher um lado para que se defenda o chamado "projeto de país", que visa aprimorar a educação e pensar em uma formação que colabore com o desenvolvimento do país. 

 A luta dos estudantes se faz cada vez mais necessária contra a retirada de direitos, contra a discriminação dentro da universidade e contra o genocídio da juventude.Não podemos minimizar os números que mostram a evasão, o endividamento dos estudantes, a maioria branca e rica nos cursos superiores - o que nos leva, sim, a defender as cotas raciais e sociais

No discurso dos integrantes do MBL, o liberalismo que defendem, dá margem à discriminação e a disseminação de ódio, defendendo a violência policial nas periferias, menosprezando a participação das mulheres, negros, homossexuais na política e muito pouco preocupados com  redução da desigualdade social no país. O liberalismo, que pude perceber nesse debate e defendido por Kim e Arthur, não visa apenas o "estado" menor para o livre mercado, mas voltado para um Estado que sirva de instrumento à manutenção das classes dominantes no poder e na sociedade.


Seguimos em luta, contra o desmonte da educação no Brasil, contra o machismo, o racismo e a intolerância pregada por pessoas que não acrescentam em nada a vida dos estudantes!

Victor Cabieses Boucinha é estudante de Direito na FMU.


   
Tags: Movimento Estudantil, UEE-SP
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