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OFICIALMENTE, A UNICAMP TEM COTAS, SIM

Por: Administrador - 22/11/2017

A partir de 2019 a Unicamp Universidade Estadual de Campinas) terá um sistema de cotas étnico-raciais que reserva 25% das vagas disponíveis para candidatos autodeclarados pretos e pardos e um vestibular Indígena.

"Agora, daremos início a uma nova etapa, que incluirá a criação da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, instância que cuidará de questões como acompanhamento e permanência estudantil, e a elaboração dos respectivos editais”, afirmou o reitor da universidade, Marcelo Knobel.

Além das cotas étnico-raciais e do Vestibular Indígena, o Consu também aprovou mudanças no Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), criado em 2004, de modo a aperfeiçoá-lo. Uma das novidades é a concessão de bonificação [20 pontos na primeira e segunda fase do Vestibular] também aos candidatos que cursaram o Ensino Fundamental II em escola pública. No modelo atual, o PAAIS confere pontuação adicional somente aos candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública.

Como será a reserva de vagas
A Comissão Central de Graduação (CCG) sugeriu  a oferta parcial de vagas por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e não pelo Sistema de Seleção Unificado (SISU), como constava originalmente na proposta de resolução formulada pelo Grupo de Trabalho (GT Ingresso).

Do total de 25% de vagas da Universidade, 80% delas serão via vestibular para o candidato que se autodeclarar preto ou pardo, as 20% restantes serão pelo ENEM, sendo 10% para estudantes de escola pública e 10% para pretos e pardos da rede e 5% oriundos de escola privada ou pública.

A designação de vagas para os melhores colocados em olimpíadas de matemática e física e competições de conhecimento foi outro ponto aprovado, assim como a recomendação para que a Universidade promova estudos para a expansão do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS) para as cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) e os municípios de Piracicaba e Limeira. 

Vestibular Indígena
O vestibular será criado até 2021, sendo que a ideia é destinar duas vagas em 16 cursos para esses candidatos.

Histórico da Aprovação de Cotas na Unicamp
Em 30 de maio, em reunião histórica do Consu, a reserva de vagas foi aprovada por unanimidade pelos 59 integrantes.

No dia que anteceu a votação, uma série de atividades foi realizada pela universidade para propagar ainda mais a importância das cotas e ampliar a mobilização. Entre elas  debates sobre os desafios que vão além das cotas , para combater o racismo institucional, apresentação e roda de conversa do Coletivo Urucungos, que contou a história de Raquel Trindade, filha do escritor Solano Trindade, e seu grupo de dança africana na Unicamp.

Segundo os participantes do coletivo, é dessa época, nos anos 70, que  inicia o debate por cotas na universidade. O coletivo apresentou no final sua música e colocou todos os presentes no teatro  arena para dançar.

A rapper Preta Rara e a MC Linn da Quebrada fecharam a noite com apresentações lotadas.

Bruno Ribeiro, estudante, membro do Consu  e militante da Frente Pró Cotas,  avaliou a luta pelas Cotas, juntamente com o Festival, como algo nunca visto na Unicamp.

“Nossa mobilização só cresceu nesse último ano. Chegando a ter alcance internacional com o apoio do ator Danny Glover nas Redes sociais. Além disso, artistas, movimentos sociais, coletivos e sindicatos demonstraram  estar conosco. A vitória é na universidade e em Campinas, que tem em sua maioria poulação negra e foi a última cidade a abolir a escravidão no Brasil."

Saiba como foi: https://goo.gl/tEFkdu


Com informações do Jornal da Unicamp


   
Tags: Cotas na Unicamp, Cotas na Universidade
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