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Mobilizações de estudantes e professores da Unimep continuam

Por: da UEE-SP - 26/10/2017

Problemas no sistema noticiados no início do semestre na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) continuam dificultando a vida dos estudantes de uma das mais importantes universidades do estado de São Paulo.

Estudantes reclamam da falta de atualização sobre listas presenciais, pagamento de bolsas e problemas para gerar boletos. Professores também denunciam atraso de pagamentos.

Em agosto essas falhas geraram mobilização de estudantes e professores, greves e uma ocupação na reitoria.

Um dos fatores para a manifestação, foi também a decisão de demitir o reitor da Universidade, Marcio de Moraes. Ele se opôs a criação do novo sistema e reivindicava mais  autonomia da direção da universidade .

O Instituto Educacional Piracicabano da Igreja Metodista (IEP), entidade mantenedora da universidade, foi alvo de uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF). O processo corre desde então e, em audiência na tarde de terça-feira (24), a Justiça deu prazo para que o IEP crie uma força-tarefa responsável por solucionar "questões emergenciais".
Nessa sexta-feira, 27.10, deve acontecer uma assembleia de estudantes, a partir das 20h, no Auditório Verde, para a decisão de uma possível greve caso a situação caótica não seja resolvida. E, na próxima segunda-feira, 30.10, é a vez da conferência dos professores.


Relato de Problemas

 

Para o aluno de licenciatura em Educação Física Renato Mendes, o problema é bastante grave: ele é bolsista do ProUni e do programa de Iniciação Científica. Como não paga mensalidade, a bolsa da IC é depositada na sua conta por meio de repasse da Unimep, o que ocorre sempre com atraso, segundo o relato.

O de outubro, por exemplo, não tinha caído na conta até o dia 19. “Eu tenho que pagar aluguel. Como sou aluno de iniciação científica, eu assino um termo que eu não posso trabalhar em outra coisa para ter esse vínculo com a faculdade. Só que a faculdade não tem um vínculo com a gente”, desabafou.

Renato também teme pelo futuro, já que está no último ano do curso. “O problema é pensar como vai ser a colação de grau, o diploma, porque não tem sistema. Teoricamente eu não estou assistindo aula”, explicou. Apesar disso, ele reconhece que o coordenador do curso tenta minimizar os problemas.

Já o estudante de bacharelado em Educação Física Jean Gimenez, de 40 anos, contou que com a troca de sistema perdeu o financiamento interno que tinha. Ele é bolsista do ProUni 50% e a outra metade estava financiada para pagar após a conclusão do curso.

No entanto, o crédito estudantil dele foi retirado e ele conseguiu fazer novamente 30% de financiamento. Agora, ele não consegue emitir boletos pelo novo sistema, mas não pode atrasar o pagamento. “Não posso perder a data para não perder o desconto”, explicou.

Em sala de aula, o problema é o mesmo de todos: “A gente não tem chamada, os professores pegaram a chamada do semestre passado e fizeram uma lista”, contou. “Eles estão se virando para não parar o curso”, completou.


Questões trabalhistas

 

Além da questão do sistema, a Unimep também passa por um processo de negociação de questões trabalhistas com os professores e funcionários. Os problemas são holerites atrasados, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que não é pago desde 2016, atrasos de salários e problemas no 13º.

O acordo aceito pelas partes no fim da greve que durou 15 dias na Unimep citava as questões trabalhistas, porém ainda não foi cumprido.

Com informações do G1


   
Tags: UNIMEP
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