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1 ano do Encontro de Estudantes Negros da UEE e a certeza que precisamos avançar

Por: Sara Puerta - 17/04/2017

Há exatamente um ano acontecia o último dia do 1º encontro de negros da UEE-SP, realizado em Ubatuba, em uma comunidade Quilombola.

 

A realização do encontro é emblemática: Pela primeira vez a UEE-SP é presidida por uma estudante negra, Flavia Oliveira e foi organizado um evento exclusivo para pensar um "norte" para a luta contra opressões e racismo na escolas, universidades e na sociedade. Além de debater a urgência em acabar com o extermínio da juventude negra nas periferias.

Para se ter uma ideia, segundo últimos dados do IBGE de 2015, apenas 12,8*% dos ingressantes no ensino superior eram negros. 

"Os estudantes tem um papel fundamental na luta contra o racismo. Se na universidade não houver opressões e for criada medidas eficazes para o acesso da juventude negra no ensino superior, na sociedade também haverá um reflexo dessas transformações", avalia Flavia Oliveira.

 

Ainda que os dados gritem o quanto o ensino superior é em maioria "branco" e elitista, nesse um ano para cá, do encontro de negros até hoje, aconteceram mudanças em que é possível vislumbrar um horizonte menos desigual no ambiente  universitário.

 

Por exemplo, pouco tempo depois, em junho, foi aprovado o Plano Estadual de Educação, que inclui a meta de reserva de vagas para estudantes pretos, pardos e indígenas. Esse sistema de cotas, de acordo com o Plano, será lei, a partir de 2018.

 

No final de março, foi a vez da Faculdade de Direito da USP que após intensa mobilização dos estudantes  aprovou o ingresso por meio do sistema de cotas pelo SiSU na faculdade do Largo São Francisco, após votação na Congregação, o resultado da luta s em torno da pauta se mostrou efetivo: 30% das vagas serão destinadas a alunos oriundos de escolas públicas, sendo 20% pretos, pardos e indígenas.

 

Agora, estudantes estão em mobilização para a votação das cotas na Unicamp que acontece no dia 30 de maio no Conselho Universitário.

Na semana passada,  o Instituto de Economia aprovou reserva de vagas nos programas de pós graduação.

 

"Uma política de cotas na Unicamp não se trata apenas de uma medida de reparação histórica, é sim um grande passo para universidades públicas mais democráticas no estado de São Paulo", observa a presidenta da UEE-SP.



   
Tags: Cotas na Universidade
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